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Notícia

10.11.2017

Unilever retira sal de todos os seus produtos a cada 2 anos

Há mais de uma década, a Unilever investe para adaptar seus produtos à demanda crescente por alimentos com menos gorduras, açúcar e sódio. Este, que dá o sabor salgado, é o mais difícil de ser retirado da comida e a companhia percebeu isso de forma dura. Em 2003, fez uma alta redução na quantidade de sal em seus produtos e, como resultado, perdeu participação de mercado. Para que não continuasse a perder participação, decidiu fazer cortes graduais a cada dois anos.

 No Brasil, a empresa modificou 37% do seu portfólio para reduzir a quantidade de sódio, açúcar e outros ingredientes que podem prejudicar a saúde se consumidos em excesso. A meta é ter 76% do portfólio com sódio reduzido no mundo e também no Brasil até 2020. A Unilever também tem como meta global melhorar os valores nutricionais de 60% dos seus produtos até o fim desta década.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o brasileiro consome, em média, 12 g de sal por dia, mais que o dobro do recomendado pela OMS. O excesso de sal está na origem de 1,65 milhão de mortes provocadas por doenças cardíacas, de acordo com a OMS. No mundo, mais da metade do sal consumido vem de alimentos industrializados. No Brasil, 70% do sal é consumido na mesa – colocado pelos consumidores no prato ou enquanto cozinham. Para preservar o sabor de seus produtos, a Unilever tem feito substituição do sal por ervas e especiarias.

A Unilever não é a única fabricante de alimentos comprometida a reduzir o uso de ingredientes que podem prejudicar a saúde. Em Junho deste ano, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), que reúne 150 empresas, e o Ministério da Saúde renovaram o compromisso de melhorar aspectos nutricionais dos alimentos processados. O acordo foi firmado em 2007 e contribuiu para a retirada de 17,2 mil toneladas de sódio dos alimentos industrializados até 2016. A meta é de retirar 28,5 mil toneladas de sódio dos produtos até 2020 e esse acordo também promoveu a retirada de 310 mil toneladas de gorduras trans dos alimentos industrializados, entre 2011 e 2016.